A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) encontrou problemas de estrutura, de manutenção e na guarda de documentos na sede do Samu, no bairro do Farol, em Maceió. O resultado da vistoria foi divulgado nesta segunda-feira (19). Segundo a Defensoria, o contrato de manutenção das ambulâncias de suporte avançado está suspenso há mais de um ano, e o próprio serviço faz consertos provisórios no pátio.
A vistoria foi feita pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro, e pela defensora pública Lívia Risso, depois de denúncias de falta de estrutura e de relatos de famílias de pacientes psiquiátricos com dificuldade de atendimento nas crises, informou o TNH1. Os gestores disseram ter 13 ambulâncias para Maceió e região, 12 em funcionamento e uma em manutenção, além de 11 motolâncias, nas bases do Farol, do Trapiche e Metropolitana. A sede fica em área atingida pelo afundamento do solo causado pela mineração da Braskem e deveria mudar de endereço, mas ainda não há nova sede definida.
Os defensores encontraram uma ambulância antiga usada como arquivo e registros guardados em papel, por falta de espaço e de um sistema informatizado integrado. O pátio acumula veículos antigos, muitos sem condição de uso. A Defensoria vai enviar ofícios à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a outros órgãos e, dependendo das respostas, pode adotar medidas legais. O TNH1 procurou o Samu e aguardava resposta até a publicação.