A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, entrou nesta quarta-feira (14) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin. A ação acusa centrais sindicais e entidades ligadas à esquerda, como CUT, MST e UNE, de bancar a campanha petista, o que a lei eleitoral proíbe, e pede a cassação do registro ou do diploma da chapa por abuso de poder econômico.
Segundo o Estadão, o pedido se apoia num vídeo que circula nas redes desde 8 de outubro, publicado pelo deputado eleito Guilherme Kilter (Novo-PR). Nele, Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da UFPR, diz num ato de apoio a Lula: “Pelo sindicato nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os Estados do Brasil”.
De acordo com o Metrópoles, a campanha de Flávio também pede a inelegibilidade por oito anos dos candidatos e dos dirigentes sindicais envolvidos, e a proibição do uso de sedes, empregados, veículos e recursos das entidades na propaganda eleitoral. Até a publicação das reportagens, a campanha de Lula e as entidades citadas não tinham se manifestado. O segundo turno é no dia 25 de outubro.