Marechal tem R$ 5,45 milhões em atas da merenda, mas contrata em emergência até empresa suspensa
Foto: Divulgação / Prefeitura de Marechal Deodoro

A Prefeitura de Marechal Deodoro fez em 15 de outubro três contratos de emergência, sem licitação, para a merenda da rede municipal, que somam R$ 151.886 (conta do Litoral), embora o Diário Oficial dos Municípios de Alagoas mostre 13 atas de merenda do Pregão 002/2026, assinadas em 23 de março e com vigência de um ano. As atas somam R$ 5,45 milhões, também pela conta do Litoral. Um dos contratos, de R$ 2.832, é com a Altair Lima Amaral, empresa cuja suspensão o próprio município publicou em junho.

Segundo o extrato publicado em 11 de junho, a Altair ficou um ano suspensa e impedida de contratar com o município, com multa de R$ 3.180, por inexecução total de uma ata da Páscoa Solidária. O prefeito André Luiz Barros da Silva assina a punição e o contrato de outubro, 126 dias depois da publicação (conta do Litoral). A busca pelo nome da empresa no Diário Oficial, de junho a 1º de novembro, não mostra revogação. Os outros dois contratos são com a Atacado e Distribuição de Alimentos e Frios (R$ 128.714) e a BL Distribuidora (R$ 20.340), que recebeu advertência por atraso em outro fornecimento em junho.

O ato assinado pela secretária de Educação diz que o processo foi justificado, mas não traz o motivo da emergência, e em 26 de outubro a prefeitura abriu nova cotação emergencial de merenda. Ata é teto de compra, não gasto, e os extratos não listam itens: pelo Diário Oficial, não dá para dizer se a emergência comprou o que as atas cobrem. O pagamento não foi conferido, e nenhum documento aberto diz se faltou merenda. Por que emergência com ata valendo? A suspensão caiu? Quem mora em Marechal pode dizer se faltou comida na escola este ano.

Documentos que comprovam

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