Parte dos senadores eleitos pelo PL rejeita um acordo com o Supremo Tribunal Federal que tire da pauta o impeachment de ministros da Corte, informou a Revista Oeste nesta terça-feira (13). Nos últimos dias, outra ala da bancada passou a considerar medidas alternativas à destituição de magistrados, o chamado “acordão”. “Da minha parte, não haverá trégua”, disse um dos senadores à revista, sob reserva.
O PL elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, segundo o Estadão. A CNN Brasil informou que o partido trata o impeachment de Alexandre de Moraes como “inegociável”. Para aprovar a destituição de um ministro do STF são necessários 54 votos no Senado. Em agosto de 2025, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que não pautaria o impeachment de Moraes mesmo com a assinatura dos 81 senadores, segundo a Oeste.
O próximo passo é a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, porque cabe ao presidente dar andamento aos pedidos contra ministros do STF. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) aparecem entre os nomes citados nas conversas. Um senador eleito ouvido pela Oeste disse que decisões recentes de Moraes, como a autorização para Flávio Bolsonaro voltar a visitar o pai, podem ser “sinal de tentativa de aproximação”, mas não bastam para um entendimento que impeça a análise dos pedidos.