Os grandes bancos brasileiros registraram resultados expressivos durante os governos do PT, especialmente no primeiro mandato de Dilma Rousseff. Levantamento da Economatica mostra que, entre 2011 e 2014, Itaú acumulou R$ 111 bilhões em lucros e Banco do Brasil, R$ 90 bilhões, os maiores resultados históricos dessas duas instituições até aquele momento. Entretanto, Bradesco e Santander tiveram seus períodos mais lucrativos durante o governo Jair Bolsonaro, o que impede afirmar que todos os grandes bancos tiveram seus maiores lucros sob governos petistas.
No atual governo Lula, outro indicador chama atenção: entre janeiro de 2023 e março de 2026, Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú e Santander distribuíram R$ 195,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, contra R$ 157,5 bilhões distribuídos pelas mesmas instituições durante os quatro anos do governo Bolsonaro — uma diferença de 24,2%. Somente em 2025, os cinco bancos distribuíram R$ 85,3 bilhões, recorde da série analisada pela Elos Ayta.
Assim, uma manchete como “Governos do PT são os que mais deram lucros aos bancos” é mais forte do que aquilo que os dados permitem afirmar. Uma versão factual e igualmente contundente seria: “Grandes bancos acumulam lucros e distribuem bilhões em dividendos durante governos do PT”. É importante lembrar que lucro bancário não é simplesmente dinheiro “dado” pelo governo: juros, inflação, inadimplência, crédito, composição das carteiras e condições econômicas influenciam diretamente os resultados.