Mais da metade dos domicílios de Alagoas ainda não é atendida pela rede geral de esgoto. Dados mais recentes do IBGE mostram que apenas 41,9% das residências do estado contam com o serviço, enquanto 58,1% permanecem sem acesso, colocando Alagoas entre os estados com menor cobertura de esgotamento sanitário do país.
A falta de coleta e tratamento de esgoto compromete diretamente a saúde pública, aumenta a incidência de doenças de veiculação hídrica, agrava problemas ambientais e reduz a qualidade de vida da população. O saneamento básico é considerado um dos principais indicadores de desenvolvimento e tem impacto direto na mortalidade infantil, na educação e na produtividade econômica.
Apesar dos investimentos anunciados nos últimos anos, os números revelam que o desafio continua sendo enorme. Especialistas apontam que a ampliação da infraestrutura de saneamento é essencial para reduzir desigualdades, melhorar os indicadores sociais e garantir mais dignidade à população alagoana.