O trabalhador brasileiro precisou destinar, em média, 105 horas e 5 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica em julho, que passou a comprometer 52% do salário mínimo líquido, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cenário evidencia o peso da alimentação no orçamento das famílias e a perda do poder de compra diante do custo de vida.

De acordo com o estudo, o tempo de trabalho necessário para comprar os produtos essenciais aumentou em relação ao mês anterior, refletindo a elevação dos preços em diversas capitais. A cesta básica continua absorvendo mais da metade do rendimento mensal do trabalhador que recebe um salário mínimo, reduzindo a capacidade de consumo em outras despesas, como moradia, transporte, saúde e educação.

O Dieese também calcula mensalmente o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas. O indicador permanece muito acima do piso nacional vigente, reforçando a diferença entre a renda disponível e o custo real de vida enfrentado pelos brasileiros.

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